Contribuições judaicas à medicina moderna: um elo entre ética, ciência, literatura e Levítico

Autora: Bárbara Queiroz de Figueiredo

ISBN: 978-65-5381-039-6

DOI: 10.51859/amplla.cjm396.1122-0

Ano da publicação: 2022

Na história, a relação do judaísmo com a medicina é dividida em 4 partes: a teológica, na qual a medicina é exercida pelos sacerdotes, a teologia-filosófica onde há o reconhecimento da medicina separada da religião, a fase médico-filosófica e principalmente o desenvolvimento da medicina entre os judeus e o surgimento de figuras judaicas como importantes médicos (esses chegando até mesmo a atender Papas católicos) e há, também, a modernidade na qual os judeus contribuem em vários ramos da ciência e da medicina. A medicina é bem separada da religião e da filosofia, porém ainda se mantém os rituais para o fim de cura como citado acima.
Dessa forma, nota-se o judaísmo foi a primeira religião monoteísta da história da humanidade, a autoridade máxima considerada por eles é o rabino, escolhido pela comunidade, o qual atua na congregação dos judeus com carteira assinada e recebe remuneração, representando autoridade em relação a hierarquia existente entre eles. O livro sagrado é o Torá/Pentateuco, que requer um rigor e uma alfabetização para bem compreendê-lo, já que está escrito em hebraico – língua sagrada – seguindo os princípios já pré estabelecidos pela comunidade para serem zelados e para professar à Deus. Sob esse viés, infere-se que é uma religião que valoriza muito a devoção de todos os fiéis, a família, a figura feminina, o autocontrole e é muito rigorosa no cumprimento de regras e normas. Há um respeito dos judeus pelas outras religiões, mesmo sendo perseguidos desde os princípios de sua história.